Amon Pinho
Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de História, Faculty Member
- Universidade de Lisboa, Centro de Filosofia, Department Memberadd
- Amon Pinho carried out his postdoctoral studies in Philosophy at the University of Lisbon (2011) and holds a PhD in H... moreAmon Pinho carried out his postdoctoral studies in Philosophy at the University of Lisbon (2011) and holds a PhD in History at the University of São Paulo (2006), where he also obtained a bachelor’s degree in History, at the Faculty of Philosophy, Letters and Human Sciences (1999). He is an Associate Professor at the Federal University of Uberlandia (UFU), where he coordinates the Laboratory of Studies on Theories and Writings of History (LETEH) and is an Associate Researcher at the Centre of Philosophy of the University of Lisbon (CFUL). He has experience in the areas of History and Philosophy, with an emphasis on Theory and Philosophy of History, History of Historiography and History of Contemporary Philosophy, dedicating himself to study and research the following nuclei of themes and interests: Modernity, philosophies of history and dialectic of Enlightenment; History, memory, science, art and narrative; Concepts of time; Walter Benjamin (life and work); Agostinho da Silva (life and work); Brazilian and Ibero-American thought. Furthermore, he runs, as a scientific and editorial coordinator, two book collections in which selected writings of Agostinho da Silva and Walter Benjamin are in process of publishing.edit
Research Interests:
The article deals with potential elective affinities between the prophetic-eschatological thinking of Father Antonio Vieira and some messianic aspects of the luso-afro-brazilian folk culture, as forms of expression of literate and... more
The article deals with potential elective affinities between the prophetic-eschatological thinking of Father Antonio Vieira and some messianic aspects of the luso-afro-brazilian folk culture, as forms of expression of literate and non-literate cultures, respectively. This is achieved through the perspectives developped by certain works of Agostinho da Silva and Ariano Suassuna. Its main purpose is to reflect on the affinities, similarities or analogies observed by the mentioned authors, taking into consideration how they constitute, in their writings, synchronic chains of meaning, in which the " erudite " is closely related to the " popular " , and vice versa.
Research Interests:
In this essay we intend to develop a reflection on the ideological and cultural transformations that modernity has brought with it, transforming the relationship between societies and the perception of time, who can design the ideal... more
In this essay we intend to develop a reflection on the ideological and cultural transformations that modernity has brought with it, transforming the relationship between societies and the perception of time, who can design the ideal future as a single period, mythologized in the name of a constant progress. Having emerged as a utopia in the eighteenth and nineteenth centuries, the ideology of modernity dominated the twentieth century, which also would meet the setbacks that led to the emptying and cynicism. It is precisely the implications and limitations of this great Faustian dream lived by the West that we approach, showing why the great utopia of modernity would germinate various antiutopia over the century of the nine hundred’s.
Research Interests:
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Research Interests: Latin American Studies, Portuguese and Brazilian Literature, Spanish Literature, Portuguese Studies, Portuguese History, and 17 moreBrazilian Studies, Brazilian History, Iberian Studies, Argentina History, Argentina, Exile, Spanish Civil War, Spain (History), Uruguay, Exile Literature, Spain, Portugal, Literatura argentina, Miguel de Unamuno, Generacion Del 98, Leopoldo Zea, and Agostinho da Silva
Reflecting upon the Benjaminian conception of history as a science and as a form of remembrance means, first of all, to think about the peculiar relationship it establishes between theology and Marxism. A relationship, as we shall see, of... more
Reflecting upon the Benjaminian conception of history as a science and as a form of remembrance means, first of all, to think about the peculiar relationship it establishes between theology and Marxism. A relationship, as we shall see, of dialectical complementarity through which Walter Benjamin built the core of his theory of history.
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This paper intends to approach Hans-Georg Gadamer's hermeneutical view of history to Walter Benjamin's dialectical concept of it, choosing, as a contrasting point of view, historicism, which overlaps fact by comprehension on behalf of a... more
This paper intends to approach Hans-Georg Gadamer's hermeneutical view of history to Walter Benjamin's dialectical concept of it, choosing, as a contrasting point of view, historicism, which overlaps fact by comprehension on behalf of a so-called scientific neutrality. To the impossibility of ignoring the "being-there" of the historian, peculiar to gadamerian hermeneutics, Benjamin adds both the presuppositions of historical materialism and the concept of time present in Jewish-Christian theology and Jewish mystics, turning History into science and remembrance, conservation and redemption.
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A Arte de Contar Histórias dá início à Coleção Walter Benjamin da Editora Hedra, cujo objetivo é publicar, sob a cuidadosa organização de estudiosos do pensamento benjaminiano, textos seletos do filósofo e ensaísta alemão, alguns mais... more
A Arte de Contar Histórias dá início à Coleção Walter Benjamin da Editora Hedra, cujo objetivo é publicar, sob a cuidadosa organização de estudiosos do pensamento benjaminiano, textos seletos do filósofo e ensaísta alemão, alguns mais outros menos conhecidos do público brasileiro. Abrangendo escritos já editados ou ainda inéditos no país, os volumes da coleção estão voltados ao leitor interessado em refletir sobre ou a partir da obra produzida pelo pensador e o complexo processo de constituição da sociedade moderna.
Marco célebre na obra de Benjamin, o ensaio sobre o escritor russo Nikolai Leskov, usualmente conhecido como O narrador, abre a presente coletânea de 24 textos do pensador frankfurtiano e ganha agora uma nova tradução, feita diretamente do alemão, como O contador de histórias. O leitor poderá acompanhar o modo como Benjamin, ao relacionar o desaparecimento da faculdade de contar histórias com o ocaso da esfera artesanal da vida, aborda o problema do desenvolvimento da sociedade moderna e a correlata “perda progressiva da comunicabilidade da experiência”.
Ao relacionar a morte da arte de contar histórias com a perda de uma experiência compartilhada, Benjamin suscita questionamentos que permanecem bastante atuais, como o predomínio de uma forma de comunicação centrada na informação que, ao exigir assimilação imediata, torna-se irreconciliável com o espírito do conto e de seu contador. A mídia de massa não opera como o sábio narrador, cuja vida não incluía “apenas sua própria experiência, mas também uma boa parte da experiência alheia”, haja vista que assimilava “ao que tem de mais intimamente seu aquilo que aprendeu por ouvir dizer”.
Em A Arte de Contar Histórias o leitor também encontrará quinze contos do próprio Benjamin, além de quatro narrativas radiofônicas e quatro textos literário-críticos. Escritos entre 1928 e 1936 (com exceção de A morte do pai, novela redigida por um jovem Benjamin de 20 anos e publicada postumamente), os textos que compõem o presente volume perpassam uma variedade de questões caras ao pensador alemão, mas são marcados, sobretudo, pela preocupação com o fim da arte de contar histórias. Ademais, passam agora a constituir uma coletânea que, tanto em sua forma como em seu conteúdo, convida o leitor a repensar a oposição entre filosofia e literatura como dimensões radicalmente separadas, aplainando caminho para uma reflexão aberta à ideia de um entrecruzamento mais estreito entre essas duas formas discursivas.
Marco célebre na obra de Benjamin, o ensaio sobre o escritor russo Nikolai Leskov, usualmente conhecido como O narrador, abre a presente coletânea de 24 textos do pensador frankfurtiano e ganha agora uma nova tradução, feita diretamente do alemão, como O contador de histórias. O leitor poderá acompanhar o modo como Benjamin, ao relacionar o desaparecimento da faculdade de contar histórias com o ocaso da esfera artesanal da vida, aborda o problema do desenvolvimento da sociedade moderna e a correlata “perda progressiva da comunicabilidade da experiência”.
Ao relacionar a morte da arte de contar histórias com a perda de uma experiência compartilhada, Benjamin suscita questionamentos que permanecem bastante atuais, como o predomínio de uma forma de comunicação centrada na informação que, ao exigir assimilação imediata, torna-se irreconciliável com o espírito do conto e de seu contador. A mídia de massa não opera como o sábio narrador, cuja vida não incluía “apenas sua própria experiência, mas também uma boa parte da experiência alheia”, haja vista que assimilava “ao que tem de mais intimamente seu aquilo que aprendeu por ouvir dizer”.
Em A Arte de Contar Histórias o leitor também encontrará quinze contos do próprio Benjamin, além de quatro narrativas radiofônicas e quatro textos literário-críticos. Escritos entre 1928 e 1936 (com exceção de A morte do pai, novela redigida por um jovem Benjamin de 20 anos e publicada postumamente), os textos que compõem o presente volume perpassam uma variedade de questões caras ao pensador alemão, mas são marcados, sobretudo, pela preocupação com o fim da arte de contar histórias. Ademais, passam agora a constituir uma coletânea que, tanto em sua forma como em seu conteúdo, convida o leitor a repensar a oposição entre filosofia e literatura como dimensões radicalmente separadas, aplainando caminho para uma reflexão aberta à ideia de um entrecruzamento mais estreito entre essas duas formas discursivas.
